sexta-feira, 23 de abril de 2010

As boas vindas ao Javier e Julia

Os últimos dois reforços da nossa equipa vieram directamente de Espanha, mais propriamente de Madrid. Javier e Julia, Jamon e Cecina para os amigos, são dois estudantes de Florestal que vieram fazer a parte prática do curso na ilha do Corvo e ilhéu Vila Franca do Campo.

Irão trabalhar no projecto durante 2 meses e o seu principal objectivo é o levantamento da vegetação exótica da ilha do Corvo e do ilhéu. No entanto têm sido uma preciosa ajuda em outras acções do projecto. A sua boa disposição levou-os à fácil integração na equipa e têm sido muito bem aceites por todos no Corvo.


Abraço a todos!

Noticia sobre o Projecto na Ecosfera do Público

Saíu hoje na Ecosfera uma notícia sobre várias acções que temos vindo a desenrolar no nosso projecto. Salientam ainda as novas colónias artificiais criadas e o plano de tornar o Corvo uma ilha livre de predadores.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1433700

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os testes à rede anti-predadores seguem no bom caminho!

Como sabem, no início de Março tínhamos libertado alguns murganhos Mus musculus na área de teste à rede anti-predadores. Acção que comprovou a eficácia desta nossa rede como barreira a esta espécie. Não tão bons resultados tivemos no fim de Março ao testar a rede em relação à intrasponibilidade por gatos.

fig. 1 - Rato-preto Rattus rattus


No passado Sábado iniciámos os testes para saber se a rede funcionaria como barreira eficaz para outra espécie de predador introduzido na ilha do Corvo - o Rato-preto Rattus rattus (fig.1). Mais uma vez a rede tem-se revelado eficaz. E o nosso novo inquilino mostra-se bastante relaxado na sua nova casa. Hoje deixámos outro rato-preto para comprovar a verdadeira eficácia da rede (fig.2).

fig. 2 - Rato-preto Rattus rattus

Entretanto já iniciámos as alterações da rede para ver se é desta que conseguimos conter eficazmente os gatos.

Abraço a todos.

sábado, 3 de abril de 2010

Levantamento fotográfico das falésias do Corvo

Tal como tínhamos dito anteriormente, um dos nossos objectivos é construir um modelo das falésias da ilha do Corvo que nos permita identificar o tipo de habitat utilizado pelo Cagarro. Na prática o que iremos fazer é o levantamento fotográfico da costa da ilha do Corvo de barco. Em seguida as fotografias irão ser digitalizadas e transformadas em Sistema de Informação Geográfica, permitindo identificar rigorosamente as coordenadas geográficas dos vários tipos de habitat identificados nas fotografias.

Imagem da esquerda: Ilha do Corvo em 3D
Imagem da direita: Exemplo de 2 fotografias já unidas e alinhadas com os limites geográficos da ilha

Na passada Quarta-feira, finalmente tivemos a oportunidade de ir tirar as primeiras fotografias, visto o pouco vento, o bom mar e a ausência de nuvens que se fizeram sentir no Corvo, assim como a disponibilidade do barco para sair para o mar.

Começámos pela costa Oeste da ilha, da qual tirámos 25 fotografias, a cada 100 metros, a uma distância de 300m da costa. Também tirámos algumas fotografias a 100, 200 e 400 metros da costa de forma a testar a melhor distância a que devemos fazer o levantamento fotográfico. Utilizámos 2 câmaras diferentes em dois formatos diferentes. As câmaras foram: a nova Fijnpix Z33 WP (à prova de água) e a Canon Power Shoot A610.

Agora resta-nos esperar por uma próxima semana de bom tempo, para prosseguirmos com este trabalho.


atalog (É como soa «Até logo» para a nossa voluntária Eva)

Eva Immler

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cozinhando Ciência

Olá a todos!

Com os cagarros já por aqui e tendo em conta os resultados que tivemos o ano passado relativo à predação de ovos e juvenis, este ano pensámos uma nova aproximação para estudar o impacto dos roedores na reprodução do Cagarro.

Porquê cozinhar ciência???
Porque foi isso mesmo que andámos a fazer ontem à tarde, como podem ver pelas fotos. Se escrevêssemos um artigo sobre a actividade cientifica de ontem, as palavras chave a introduzir seriam parafina, chocolate, banho-maria, tacho e covetes de gêlo.



De modo a perceber a actividade da comunidade roedora em redor das colónias de Cagarro por nós estudadas na Ilha do Corvo, iremos fazer grelhas de blocos de cera (wax-blocks). Para não fomentar grandes dúvidas, não iremos construir nenhum cerca de cera em torno das colónias de cagarro. Nos últimos anos esta técnica tem vindo a ser cada vez mais utilizada para o estudo da actividade de roedores. Se por um lado os seus resultados têm-se mostrado muito úteis revelando aproximações precisas da abundância de roedores, por outro é uma técnica de baixo custo.

Na prática esta técnica consiste em dispor pequenos cubos de cêra (com atractivo para os roedores - no nosso caso foi chocolate) numa grelha pré-definida. Ao fim de alguns dias todos os cubos são retirados e examinados de modo a contabilizar as marcas deixadas pelas mordidelas dos roedores. Como cada espécie de roedor tem uma dentição própria, ainda é possível saber que espécies ocorrem na área em estudo.



Esperemos assim, este ano, ultrapassar algumas limitações que surgiram o ano passado nesta parte do projecto.

Continuem atentos!
Cumprimentos a todos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Primavera chegou ao Ilhéu

PRIMAVERA CHEGOU


1º Cagarro fotografado no ilhéu em 2010

Março, a Primavera chegou, embora com muitos vestígios do rigoroso Inverno. E com ela chegam também as andorinhas, que no caso dos Açores, são os Cagarros (Calonetris diomedea borealis) para mais uma época de reprodução.

Entre Janeiro e Março de 2010 foram instalados no ilhéu 150 ninhos artificiais para Frulho (Puffinus assimilis), de Paínho (Oceanodroma castro) e de Cagarro (Calonetris diomedea borealis).

Ninho artificial de Cagarro

Foi efectuada uma monitorização nocturna aos ninhos e já se conseguem ouvir o canto dos cagarros que invadem o ilhéu e o fazem encher de vida com as silhuetas nocturnas em voo à procura dos seus ninhos. Esta última monitorização decorreu no passado fim-de-semana e verificou-se que 44% dos ninhos de cagarros já mostravam indícios de ocupação de um total de 199 ninhos prospectados. No qual, um dos casais já mirava uma das novas “habitações de custos controlados”. Nome sugerido pelos voluntários que ajudaram a contabilizar os ninhos no ilhéu.
Durante este mês iniciamos o controlo de vegetação exótica, libertando o espaço ocupado por esta para a nidificação de cagarros para mais tarde ser replantado por plantas endémicas. Mas devido ao mau tempo e à ondulação forte não tem sido possível adiantar os trabalhos de erradicação. Em simultâneo, as plantas nativas estão a ser produzidas nos viveiros da SPEA através do projecto LIFE+ “Laurissilva Sustentável”. Já germinaram aproximadamente 2500 plantas para restabelecer a vegetação endémica do ilhéu de Vila Franca do Campo.

Algumas acções de sensibilização têm sido feitas aos alunos do quarto ano de 4 das escolas primárias do Concelho de Vila Franca do Campo para desmitificar o famoso “penteado do ilhéu” e divulgar as aves marinhas que ali ocorrem. Participaram nestas acções um total de 68 alunos, os quais demonstraram bastante interesse pelo projecto. Estas acções foram organizadas pela Câmara Municipal de Vila Franca do Campo.


Acção de sensibilização em Vila Franca do Campo (foto: Ana Borges)

terça-feira, 23 de março de 2010

2-1

Perante aos nossos seguidores, a zona fechada ganhou oas gatos por 2-1 e, até hoje, manteve isoladamente o topo da tabela, após 3 testes cumpridos.


A zona fechada venceu e manteve a liderança com 2 gatos sem sair

O primeiro gato entrou com o pé direito ao teste batendo a zona fechada por 0-1. A construcção orientada pelo projecto LIFE_Corvo esteve melhor com o segundo gato mas, desta feita, não conseguiu criar reais lances de perigo pelo que foi libertado no dia seguinte.

A zona fechada conseguiu fintar a tentativa do terceiro gato de levar a cabo rápidos e altos saltos no miolo. Assim, foi em grande parte pelas subidas quase até o topo da rede de teste que este último gato conseguiu criar os poucos desequilíbrios registados ao longo da estadia do segundo gato.


.
Esperamos que não consigam uma remontada!

O rato, será o próximo adversário da zona fechada, quem ainda não tem classificação na Liga do Teste.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Navegando entre tempestades...

Olá camaradas,


Só faltam 3 dias para a entrada da Primavera e o tempo no Corvo continua a deixar muitas tempestades.


Na reserva biológica do projecto foi instalada uma vedação eléctrica à volta dos ninhos artificiais, quadrados de vegetação e armadilhas pit-fall para insectos. Desta forma temos impedido a interacção e

possível destruição do trabalho feito pelo gado e, mesmo com dias de vento e chuva forte, todas as experiências iniciadas nesta área continuam intactas.



Este fim-de-semana começou-se a construção dos ninhos de cagarro. Enquanto os ninhos de painho, frulho e

estapagado foram criados com vasos, tubos e tampas de plástico, os ninhos de cagarro vão ser construídos com blocos e tampas de cimento. Cada ninho terá um orifício na tampa que servirá apenas para a sua monitorização. Com estas estruturas de cimento queremos garantir o aumento dos seus locais de nidificação durante um maior período de tempo.



Entretanto, continuamos com algumas horas de trabalho nocturno por causa da utilização de gateiras para a captura de gatos selvagens. Numa das armadilhas conseguimos uma recaptura na noite passada. Aproveitámos o facto deste gato já ter chip e de ter sido esterilizado há mais de três semanas e portanto, sem feridas recentes, para libertá-lo na área fechada. Até agora só tínhamos testado a área com sucesso para murganhos, pelo que a partir de amanhã poderemos saber mais sobre a resistência desta área vedada à saída de gatos.






Por último, aproveitamos para lhes apresentar a nossa nova colaboradora. Chama-se Eva e é natural da Alemanha. A Eva ficará connosco até o próximo mês de Maio para realizar o levantamento da vegetação das falésias do Corvo através de fotografias que serão tiradas desde o mar. Desejos de muitos dias de mar calmo e bom porto para teu trabalho Eva!


Felicidade para todos!



domingo, 7 de março de 2010

Capturas de roedores

Com a tão esperada chegada das armadilhas Sherman, podemos dar início à captura de roedores de maiores dimensões - a Ratazana-preta Rattus rattus e a Ratazana-castanha Rattus norvegicus.
Como já tinhamos publicado anteriormente, em Janeiro começámos a captura de murganhos na Reserva Biológica do Corvo, Reserva Biológica de Altitude e duas áreas não intervencionadas a diferentes altitudes (30 e 400m acima do nível do mar). Com a chegada das Sherman podemos, ainda este mês, alargar as grelhas de captura para o dobro das armadilhas (25 Sherman e 24 Pest-stop) e assim iniciar igualmente as capturas do géreno Rattus com o objectivo de estimar a variação das densidades de roedores ao longo do ano.
As grelhas ficaram mais ou menos com este aspecto. Claro que as pequenas Pest-stop passam despercebidas no meio das enormes Sherman.

Reserva Biológica do Corvo

Os resultados não tardaram a aparecer. Murganhos têm sido capturados em abundância nas zonas de baixa altitude onde ontem foi já capturada a primeira ratazana-preta.

Foto de murganho Mus musculus

Esperemos conseguir publicar alguns dados brevemente.
Abraços

segunda-feira, 1 de março de 2010

Gatos, sardinhas e noites em branco...

As gateiras chegaram! Na semana passada pudemos finalmente iniciar a armadilhagem dos gatos assilvestrados. Durante 4 dias consecutivos, as armadilhas são colocadas em diferentes locais da periferia da vila do Corvo, onde é habitual circularem gatos selvagens. Deixa-se um isco para atrair os gatos, neste caso sardinha em lata (um pitéu!) e espera-se ansiosamente pela primeira ronda às gateiras, quando podemos verificar se apanhámos algum animal.


As rondas são feitas de 4 em 4 horas, para evitar que os gatos permaneçam muito tempo dentro das armadilhas, sujeitos ao frio, chuva e vento, o que significa que temos feito algumas noitadas para acordar às 4h da manhã, mas lá diz o ditado 'quem corre por gosto, não cansa'.

A noite de estreia não podia ter corrido melhor, apanhámos logo 2 gatos! Transportámo-los para a clínica veterinária, onde permaneceram em ambiente tranquilo e bem mais quente do que no frio gélido das últimas noites aqui no Corvo.


No dia seguinte, os gatos foram anestesiados, castrados e identificados com microchip, registando-se também alguns dados relevantes como o sexo, idade, cor, marcas particulares e estado geral de saúde. Durante a anestesia, fez-se o corte da ponta da orelha esquerda, de modo a distinguir os gatos que já estão castrados dos que não estão, tornando mais fácil a tarefa de soltar gatos recapturados e evitando que estes passem por mais momentos stressantes.


Depois de recuperarem a consciência e estarem bem acordados, os gatos foram libertados no mesmo local em que tinham sido capturados, regressando ao estado selvagem.

Ao fim de 4 noites de capturas, conseguimos castrar um total de 5 gatos adultos, todos do sexo masculino. Esta semana passamos a colocar as armadilhas noutros locais a maior altitude, onde se concentram muitos palheiros dos produtores de pecuária do Corvo, e vamos torcer para que o trabalho continue a ter sucesso!

Não podemos deixar de agradecer aos nossos amigos Tiago e Nuno, pelo esforço que têm feito para nos ajudar a colocar as gateiras e nas rondas nocturnas... obrigado pela companhia!

Entretanto, o número de gatos domésticos já esterilizados chegou aos 43 animais (cerca de 2/3 fêmeas e 1/3 machos) e continua sempre a subir, a pouco e pouco...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Procura-se endémicas...


A Vidália Azorina vidalii e a Uva-da-serra Vaccinium cylindraceum são duas plantas endémicas e muito simbólicas das ilhas açoreanas.
A primeira é rara nos Açores e de distribuição comum na ilha do Corvo (A. vidalii). A segunda é comum nos Açores e com distribuição mais rara na ilha do Corvo (V. cylindraceum).
Ontem, dia 24 de Fevereiro a equipa do Projecto LIFE+ "Ilhas Santuário para as Aves Marinhas" desenvolveu algumas actividades com estas duas plantas endémicas.
Com a Uva-da-serra, procuramos uma pequena população que tenha características e condições para se retirar algumas amostras (semente e estaca) para recolonizar a Reserva Biológia de Altitude do Projecto que se encontra desprovido de vegetação endémica lenhosa. As buscas foram efectuadas na vertente Nordeste da ilha. Não foi encontrado nenhuma população desta espécie. Até agora, os indivíduos de uva-da-serra encontrados são indivíduos de reduzido tamanho e que estão isolados e que não apresentam as características desejadas. Para além do frio que se tem feito sentir na ilha, novas prospecções serão efectuadas para tentar encontrar a endémica desejada :)

Reserva biológica de altitude

A Vidália, planta simbólica da ilha dos Açores foi efectuada uma acção de replantação com o intuito de salvar alguns exemplares que irão ser destruídos com as obras de ampliação do aeroporto da ilha do Corvo. A acção de plantação teve a participação dos alunos e professores da Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira.
Foram replantadas aproximadamente 30 exemplares desta espécie na Reserva Biológica do projecto, inserido na área do Parque Natural da Ilha do Corvo e Reserva da Biosfera da Ilha do Corvo. Acções semelhantes serão desenvolvidas de forma a recuperar mais exemplares desta espécie.

Alunos a plantar Vidálias

Alunos da Escola Básica Integrada Mouzinho
da Silveira e participantes

Agradecemos a participação e o fantástico dinamismo de todos os alunos, professores, populares da ilha do Corvo e do Director do Parque Natural de Ilha do Corvo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pequenas e verdes

Contrariando as forças da gravidade e gastando todas as suas reservas energéticas, pequenos pontos verdes têm emergindo de uma superfície estéril, impondo-se a vingar e a desenvolver num meio para onde a "Sorte" as levou.
Desde o início do ano, estes pequenos pontos verdes têm surgido, um aqui e um ali, originando um contraste de cores e de vida, cobrindo o castanho substrato da nossa mini-estufa... até que melhores condições lhes sejam favorecidas.

A estufa definitiva de maiores dimensões e a ser instalada na Escola do Corvo ainda não chegou. Encontra-se em trânsito na ilha das Flores. As condições de mar não têm permitido o seu transporte bem como de toda a mercadoria que abastece a ilha.
Estas pequenas plantas irão crescer num meio controlado e quando atingirem as dimensões aconselhadas para a espécie, serão tranplantadas para a nossa Reserva Biológica. Esperamos que muitas delas tenham a sorte de serem transplantadas, visto que uma pequena parte perecerá, fruto do processo de selecção e de adaptação de cada espécie. Até agora germinaram 230 faias Myrica faya e mais de uma milena de Urzes Erica azorica. Esperamos que os folhados e os cedros sigam o mesmo caminho e contribuam para a diversidade floristica do nosso pequeno viveiro.

Urze - (Erica azorica)

Faia (Myrica faya)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Teste à vedação da Reserva Biológica do Corvo

Tal como já tínhamos referido anteriormente, ainda em 2009 iniciámos o teste de uma possível vedação a usar em torno da nossa Reserva Biológica do Corvo. Em Dezembro do ano passado, os trabalhadores da Câmara Municipal do Corvo construíram a vedação a testar numa área 6 por 3 metros.



Em Janeiro tínhamos iniciado os primeiros testes à vedação, inserindo 2 murganhos Mus musculus dentro da área vedada para perceber as dificuldades que tal vedação poderia ter para conter esta espécie. Foi instalada uma câmera fotográfica com sensor de movimento para captar possíveis fugas.

Apesar dos fracassos iniciais, parece que finalmente conseguimos uma vedação intransponível para murganhos. Após algumas alterações à estrutura base da vedação, na Quarta-feira passada, 10 de Fevereiro, inserimos novamente 4 indivíduos na área teste, dos quais nenhum conseguiu transpor a vedação até ao dia de hoje.



Este passo representa uma importante vitória na construção de uma vedação intransponível a predadores de aves marinhas.

O teste tem seguido todas as normas para o bem estar animal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Olá!

Não nos queríamos despedir da semana sem contar aos nossos seguidores o que temos feito:

Dois quadrados de amostragem a diferentes altitudes com armadilhas de murganhos para estimar a sua abundância;
Foram realizados algumas melhorias na vedação anti-predadores após ter verificado que os murganhos conseguiam sair.
Prospecção de pontos para a realização de escutas nocturnas de Frulho e de Painho de Monteiro.
Colocámos uma vedação eléctrica à volta da Reserva Biológica para evitar a entrada de gado, evitando assim prejudicar os trabalhos que estão a decorrer nesta área (amostragem de insectos, quadrados de vegetação, ninhos artificiais).
O número de gatos domésticos esterilizados atingiu os 40 indivíduos.

O trabalho de computador não falta para os dias de chuva, já que no próximo mês temos previsto iniciar mais duas acções, para as quais já estamos elaborando protocolo e testes de execução.
Não contem connosco às Terças e Quintas a partir das 19 h e Sábados a partir das 14 h, pois temos jogo de voley. E mais....a partir do próximo Sábado, dia 20, começam as sessão de cinema quinzenal. São os professores da escola os responsáveis desta magnífica ideia!

Na Quarta-feira passada foi a festa de Carnaval da escola e os alunos não se esqueceram de convidar também os Cagarros e de referir os salvos por todos nós, e não apenas pela SPEA, na época passada.

Bom Carnaval para todos!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Obrigada aos alunos da escola do Corvo pelo excelente trabalho!

Para os que ainda não saibam, a equipa do nosso projecto forma parte do Clube da Natureza que é dinamizado pela Herminhia Coelho, professora da Escola do Corvo e seguidora deste blogue. A nossa participação dentro desta iniciativa consiste em realizar uma actividade mensal com os alunos, para os manter envolvidos em algumas das acções do projecto.



A actividade realizada na passada Terça e Quarta Feira foi dedicada às Aves Marinhas. Em primeiro lugar, realizou-se uma palestra para dar a conhecer as aves marinhas e as suas vocalizações, já que muitos dos alunos serão os seus futuros ouvintes nas noites escuras do Corvo. Pretendiamos que aprendessem as datas de chegada dos adultos e de saída dos juvenis do ninho, não só do Cagarro que já sabiam, mas de todas as espécies nidificantes na ilha. A continuação, aos do primeiro ciclo, pedimos-lhes que desenhassem a ave marinha que mais gostam.


No dia seguinte, e aproveitando os recursos do Ce ntro de Interpretação Ambiental e Cultural, tivemos a elaborar negaças com os alunos do segundo e o terceiro ciclo. As negaças utilizar-se-ão como chamariz para atrair aves marinhas à zona de Rerserva Biológica do projecto, onde já foram construídos mais de 100 ninho artificiais. Esta acção do projecto LIFE tem como objectivo aumentar a disponibilidade dos locais de nidificação para as aves marinhas, numa zona limitada sem predadores, e contribuirá para a conservação das suas populações.


Como sempre a actividade correu muito bem. Cabe destacar a magnifica predisposição e empenho dos alunos. Fruto deste trabalho, apartir de hoje poderá apreciar no Centro de Interpretação Ambiental e Cultural a exposição realizada com os fantásticos desenhos de aves marinhas.

A próxima actividade será realizada na última semana do mês de Fevereiro e abordará a temática do "Corvo como Reserva da Biosfera". Pretendemos que saibam o seu significado e as consequências que esta definição implica. A tarefa consistirá na apresentação de ideias, e iniciativas que vissem melhorar o Corvo como Reserva da Biosfera. Garantimos que serão informados de como correu.

Beijos a todos e um grande e especial a Dj. Cat.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ilhéu de Vila Franca do Campo

A 23 e 24 de Janeiro de 2010, decorreu uma visita ao ilhéu de Vila Franca do Campo. A pequena equipa constituída por 2 biólogos, 2 engenheiros e 1 educador ambiental embarcou numa pequena expedição rumo a mais uma aventura.
Na equipa estava presente o Steffen visitante e técnico da RSPB, dois técnicos do projecto e 2 voluntários de S. Miguel (Obrigado André e Natália - pela ajuda e as molhas).


Nesta visita tinhamos que garantir as condições de nidificação para as diferentes aves marinhas - Frulho (Puffinus assimilis), Paínho (Oceanodroma castro) e Cagarro (Calonetris diomedea) - através da instalação de ninhos artificiais. As duas primeiras espécies são aves mais raras de serem observadas.
Arregaçamos as mangas, colocamos as luvas, e olhamos para as enxadas e as pás. Sim ... olhamos, a vontade de cavar era pouca depois de carregar todo o material para a zona de testes e de ter resgatado alguns dos vasos que caíram nas águas geladas do nosso Atlântico. Mas com motivação pusemos as mãos à obra.



Abrimos algumas pequenas valas, colocamos os vasos com orifícios que permitem as aves entrarem, montamos um pequenos sistema de som para atrair aves marinhas e...
Esperamos ... e Testamos...



Acabamos por pernoitar no Ilhéu. Na manhã seguinte, cansados e com vontade de acabar o trabalho testamos os ninhos artificiais para cagarros. Ao fim da manhã acabamos o nosso trabalho - 50 Ninhos de Frulho + 50 de Paínho e 4 de Cagarro - e manifestavam-se os sinais para abandonar o ilhéu. O vento forte e a ondulação do mar faziam-se sentir e regressamos a Vila Franca do Campo no Tagarete, o barco do Clube Naval.
Com uma mistura de ingredientes especiais, desde da pouca sorte ou da pura casualidade, a viagem começou molhada para alguns e acabou encharcada para todos. Mas sempre com o espírito amizade e de fraternidade e gratos por esta contribuição na conservação destas aves marinhas.

Obrigado Steffen Oppel pelas fotos

Dia Mundial das Zonas Húmidas ou "Molhadas"??

O pacote chegou... finalmente cheguei ao Corvo na passada segunda-feira reforçando assim a Equipa de Staff do Projecto. O entusiasmo foi muito e a alegria de rever muitas caras conhecidas.

Após um investimento de tempo para instalação de ninhos artificiais no ilhéu de Vila Franca do Campo e empacotamento, compras, veterinários e algumas confusões consegui chegar e dediquei esse dia para arrumar as coisas e para me por a par das acção que se estão a desenvolver aqui no Corvo.

No dia 2 de Fevereiro, a SPEA foi convidada pelo Director do Parque Natural da Ilha do Corvo a participar nas acções comemorativas do Dia Mundial das Zonas Húmidas (Dias Ramsar) com a Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira.
Os alunos de diferentes turmas foram sensibilizados para a importância de preservação destas áreas e efectuaram um pequeno passeio para visitar a lagoa do Caldeirão do Corvo.
Alguns alunos, devido algumas "patinadelas" no trilho de descida ao Caldeirão ficaram encharcados devido a elevada presença de água que esta bacia hidrográfica apresenta. Comemorando assim, o DIA MUNDIAL DAS ZONAS ""MOLHADAS"" :P


Foto: Herminia Coelho

domingo, 31 de janeiro de 2010

"Não foi uma despedida, mas apenas um até logo"

Serve este post para anunciar a saída de um dos elementos pioneiros a este projecto. Porque este projecto não é feito apenas de acções, mas também pelas pessoas que as põem em prática. Por outro lado, a minha parte subjectiva que idealiza que as homenagens e agradecimentos devem ser feitos com as pessoas bem vivas e não já quando elas não estão cá para as receber e ouvir não me deixa perder esta oportunidade de expressar este sentimento geral. Fica o agradecimento de toda a equipa Life+ "Ilhas Santuário para as Aves Marinhas" à Ana Catarina pelo excelente trabalho que realizou, pela boa disposição, pelo bom ambiente que proporcionou e que nos permitiu a nós todos, penetras de serviço, integrar facilmente este projecto. Também não podemos deixar de lhe desejar muita sorte na defesa de tese que se lhe aproxima. Acredita, ninguém naquela sala sabe mais acerca da tua tese que tu mesma.



Depois disto, eu sei que ela estará na outra margem a rogar-me as maiores pragas e a desejar esganiçar o meu pescoço. Mas aguenta.

A melhor parte é que não são apenas os elementos desta equipa que irão sentir a falta dela. De todos os elogios e manifestações de carinho para com a Ana, que tenho ouvido por inúmeras pessoas, ficou-me no ouvido uma frase proferida hoje pela sabedoria de uma senhora muito bem conhecida por ela «Uma moça que entrou sempre em nossa casa sem qualquer outro intuito que terá sempre a nossa porta aberta».



Abraços de todos e um força aí para a futura Mestre, peeee!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Recuperação da estufa

Os fortes ventos que caracterizam o Corvo não têm dado tréguas à nossa estufa. Principalmente após a nossa prolongada ausência durante o mês de Dezembro. Mais uma vez o que nos valeu foi o olhar atento e a ajuda preciosa do Pedro Domingos, que se encarregou de manter a nossa estufa de pé durante os dolorosos dias de Dezembro.

Mesmo assim, como era de esperar, a estufa já precisava de uma recuperação a fundo. O que nos levou a reforçar toda a sua estrutura e a mudar por completo a cobertura.

E assim foi, de mangas arregaçadas, que todos cá em casa nos envolvemos nesta operação. Cortar daqui, atar dali, pregos, agrafos e até pionéses. E passado algumas horas, apesar do esforço, lá conseguimos erguer de novo a nossa estufa, agora com um novo ar. Acabaram-se os remendos e as pedras a prender as pontas da cobertura.

Esperemos que esta nova estufa dure tanto ou mais que a sua antecedente.

Resta-nos agradecer também ao Carlos Silva, que nos enviou o plástico para a cobertura da estufa de São Miguel. O próximo pacote a chegar de avião serás mesmo tu. Cá te esperamos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Esterilização de gatos


Mais uma tarefa para a equipa no Corvo: esterilizar gatos!

Estes predadores representam uma das ameaças a que as aves marinhas estão sujeitas na ilha do Corvo, pelo que iniciámos uma campanha de castração de gatos (domésticos e assilvestrados) com o objectivo de controlar a população felina local.



Por enquanto, as duas veterinárias (Sandra e Inês) andam de porta em porta para informar as pessoas sobre a campanha e recolher gatos domésticos para operar. Mais tarde, quando chegar o material, iremos capturar os gatos de rua com gateiras e esterilizá-los também. As pessoas têm aceitado bem a campanha e já conseguimos castrar 4 gatas e 2 gatos com sucesso.
Até breve!



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Início da monitorização de murganhos!

Um dos passos importante que demos com a vinda deste novo ano foi iniciar a monitorização de 3 populações selvagens de murganhos Mus musculus na Ilha do Corvo.
Neste primeiro ano de monitorizações temos como objectivo obter uma estimativa geral da abundância de murganhos na ilha do Corvo e perceber o modo como varia ao longo do ano, de modo a definir os picos máximos e mínimos anuais de abundância.

Para atingir este objectivo, montámos três grelhas de captura: uma na reserva ecológica do projecto, outra no terreno de baldio de alta altitude, que possivelmente irá ser gentilmente cedido pela comissão de baldios ao nosso projecto, e uma terceira numa zona de baixa altitude não intervencionada pelo projecto.



As primeiras capturas foram animadoras, e os primeiros resultados começam a aparecer.

Para esta parte do projecto continuar pelo bom caminho, esperemos que nos cheguem as armadilhas Sherman para os ratos Rattus rattus e Rattus norvegicus, que há já tanto tempo encomendámos mas que não há maneira de chegarem. Assim que cheguem poderemos estabelecer as grelhas, também para os ratos, de modo a estimar as suas variações de abundância anuais.

Finalmente podemos voltar a dar uso ao nome: "pessoal dos ratos".