sexta-feira, 21 de maio de 2010

Procurando por gatos e por quem olhe para eles!

Como já referimos anteriormente, no mês passado iniciámos a monitorização da actividade dos gatos em torno das colónias de cagarro. Para isso estamos a usar câmaras fotográficas automáticas com sensor de infra-vermelhos. Este trabalho resulta em alguns milhares de fotos de 2 em 2 semanas que precisam ser processadas. É aqui que entra a vossa ajuda.

O processamento pode ser feito em casa e para isso basta uma ligação à internet e o Excel. Em baixo segue um exemplo de uma das fotografias registada na semana passada.


Se estiverem interessados, entrem em contacto que enviaremos mais informações.
Basta comentarem nesta mensagem ou então enviarem um e-mail para nuno.oliveira@spea.pt.

Obrigado

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Técnico da Nova Zelândia visita a Reserva Biológica do Corvo

Apesar dos testes à rede anti-predadores terem sido bem sucedidos no que diz respeito a murganhos, o mesmo não sucedeu com ratos e gatos. Tendo em conta estas dificuldades, vimo-nos na necessidade de recorrer à Xcluder, uma empresa da Nova Zelândia perita em erradicações e vedações anti-predadores.

Foi com este objectivo que durante este fim de semana a técnica Jo Ritchie da Xcluder visitou a ilha do Corvo. Ao percorrermos os limites da Reserva Biológica do Corvo onde queremos construir a vedação anti-predadores, a Jo foi indicando possíveis problemas e as consequentes soluções tendo em conta os aspectos topográficos e as difíceis condições climatéricas da ilha.


Jo, Pedro e Sandra

As observações finais por parte da Jo foram muito entusiasmantes e esperemos ter a Reserva vedada e livre de predadores antes do fim deste ano.

Saudações Corvinas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Olá, somos o Jamón e a Cecina e escrevemos desde o Corvo!


Há já um mês que aterramos no Corvo mas o tempo tem passado muito depressa! A ilha é preciosa e sentimos-nos muito bem aqui.


O nosso trabalho consiste em levar a cabo um registo das plantas exóticas invasoras na ilha para que a sua localização exacta seja conhecida e proceder, se for necessário, a sua eliminação, podendo assim, controlar pragas e novos focos de invasão em zonas com plantas endémicas como são: a Urze Erica azorica e o cedro-do-mato Juniperus brevifolia.



Para a realização deste trabalho utilizamos mapas da ilha divididos em quadriculas de 200 x 200 metros nos quais vamos registando as manchas de vegetação e sua a identificação in situ.

Ontem tivemos a replicar mais de 200 Faia-da-terra Myrica faia que foram semeadas o passado mês de Setembro na estufa do projecto.

O trabalho no campo é sempre gratificante, mas também o tempo com o pessal do projecto e com a população do Corvo, que têm sido encantadores desde o primeiro dia!


Julia Herrera e Javier Roma

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Brincadeiras de gatos e ratos...

No passado mês de Abril iniciámos uma acção de teste à erradicação de roedores na ilha do Corvo, com a colaboração de vários agricultores da ilha. Esta acção do projecto pretende testar dois protocolos diferentes de erradicação de roedores (ratos e murganhos) em várias áreas da ilha, nomeadamente em terrenos de pastoreio e de cultivo. Para tal, contamos com a participação voluntária de 9 agricultores, cujos terrenos foram seleccionados aleatoriamente, que têm de monitorizar as caixas rateiras e recarregá-las com pastilhas de veneno adequado para erradicar roedores. Deste modo, 4 agricultores têm de monitorizar as rateiras semanalmente, enquanto outros 5 agricultores apenas o fazem a cada 3 semanas. Paralelamente, a equipa SPEA faz a monitorização (controlo) de dois terrenos distintos, um para cada protocolo.

Caixa rateira com 4 pastilhas de veneno.


Esta actividade irá durar 3 meses, de maneira a testar a eficácia dos protocolos usados e determinar a sua aplicabilidade no terreno, o que será útil na eventualidade de se levar a cabo uma erradicação total dos roedores na ilha, num futuro próximo.

Até agora, realizámos uma sessão de armadilhagem para detectar a presença de roedores nos terrenos seleccionados, com resultados positivos, tanto murganhos (Mus musculus) como ratos (Rattus rattus) foram capturados e libertados novamente nos respectivos terrenos. As caixas rateiras já foram colocadas com veneno nos diversos terrenos e resta-nos agora contar com o bom esforço dos agricultores participantes, que já começaram a dar os primeiros passos nesta acção.

Armadilha Sherman para murganhos e ratos.


Entre brincadeiras de gato e de rato, tivemos de deixar os gatos em stand by e dedicarmo-nos um pouco mais aos ratos, mas finalmente podemos retomar a "caça" aos gatos selvagens e continuar com a campanha de captura, identificação e esterilização dos felinos do Corvo.


Felizmente o sol tem-se dignado a aparecer com mais regularidade nestes lados do Atlântico, e até já deu para dar uns mergulhitos e fazer umas belas pescarias... esperemos que continue assim!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

As boas vindas ao Javier e Julia

Os últimos dois reforços da nossa equipa vieram directamente de Espanha, mais propriamente de Madrid. Javier e Julia, Jamon e Cecina para os amigos, são dois estudantes de Florestal que vieram fazer a parte prática do curso na ilha do Corvo e ilhéu Vila Franca do Campo.

Irão trabalhar no projecto durante 2 meses e o seu principal objectivo é o levantamento da vegetação exótica da ilha do Corvo e do ilhéu. No entanto têm sido uma preciosa ajuda em outras acções do projecto. A sua boa disposição levou-os à fácil integração na equipa e têm sido muito bem aceites por todos no Corvo.


Abraço a todos!

Noticia sobre o Projecto na Ecosfera do Público

Saíu hoje na Ecosfera uma notícia sobre várias acções que temos vindo a desenrolar no nosso projecto. Salientam ainda as novas colónias artificiais criadas e o plano de tornar o Corvo uma ilha livre de predadores.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1433700

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os testes à rede anti-predadores seguem no bom caminho!

Como sabem, no início de Março tínhamos libertado alguns murganhos Mus musculus na área de teste à rede anti-predadores. Acção que comprovou a eficácia desta nossa rede como barreira a esta espécie. Não tão bons resultados tivemos no fim de Março ao testar a rede em relação à intrasponibilidade por gatos.

fig. 1 - Rato-preto Rattus rattus


No passado Sábado iniciámos os testes para saber se a rede funcionaria como barreira eficaz para outra espécie de predador introduzido na ilha do Corvo - o Rato-preto Rattus rattus (fig.1). Mais uma vez a rede tem-se revelado eficaz. E o nosso novo inquilino mostra-se bastante relaxado na sua nova casa. Hoje deixámos outro rato-preto para comprovar a verdadeira eficácia da rede (fig.2).

fig. 2 - Rato-preto Rattus rattus

Entretanto já iniciámos as alterações da rede para ver se é desta que conseguimos conter eficazmente os gatos.

Abraço a todos.

sábado, 3 de abril de 2010

Levantamento fotográfico das falésias do Corvo

Tal como tínhamos dito anteriormente, um dos nossos objectivos é construir um modelo das falésias da ilha do Corvo que nos permita identificar o tipo de habitat utilizado pelo Cagarro. Na prática o que iremos fazer é o levantamento fotográfico da costa da ilha do Corvo de barco. Em seguida as fotografias irão ser digitalizadas e transformadas em Sistema de Informação Geográfica, permitindo identificar rigorosamente as coordenadas geográficas dos vários tipos de habitat identificados nas fotografias.

Imagem da esquerda: Ilha do Corvo em 3D
Imagem da direita: Exemplo de 2 fotografias já unidas e alinhadas com os limites geográficos da ilha

Na passada Quarta-feira, finalmente tivemos a oportunidade de ir tirar as primeiras fotografias, visto o pouco vento, o bom mar e a ausência de nuvens que se fizeram sentir no Corvo, assim como a disponibilidade do barco para sair para o mar.

Começámos pela costa Oeste da ilha, da qual tirámos 25 fotografias, a cada 100 metros, a uma distância de 300m da costa. Também tirámos algumas fotografias a 100, 200 e 400 metros da costa de forma a testar a melhor distância a que devemos fazer o levantamento fotográfico. Utilizámos 2 câmaras diferentes em dois formatos diferentes. As câmaras foram: a nova Fijnpix Z33 WP (à prova de água) e a Canon Power Shoot A610.

Agora resta-nos esperar por uma próxima semana de bom tempo, para prosseguirmos com este trabalho.


atalog (É como soa «Até logo» para a nossa voluntária Eva)

Eva Immler

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cozinhando Ciência

Olá a todos!

Com os cagarros já por aqui e tendo em conta os resultados que tivemos o ano passado relativo à predação de ovos e juvenis, este ano pensámos uma nova aproximação para estudar o impacto dos roedores na reprodução do Cagarro.

Porquê cozinhar ciência???
Porque foi isso mesmo que andámos a fazer ontem à tarde, como podem ver pelas fotos. Se escrevêssemos um artigo sobre a actividade cientifica de ontem, as palavras chave a introduzir seriam parafina, chocolate, banho-maria, tacho e covetes de gêlo.



De modo a perceber a actividade da comunidade roedora em redor das colónias de Cagarro por nós estudadas na Ilha do Corvo, iremos fazer grelhas de blocos de cera (wax-blocks). Para não fomentar grandes dúvidas, não iremos construir nenhum cerca de cera em torno das colónias de cagarro. Nos últimos anos esta técnica tem vindo a ser cada vez mais utilizada para o estudo da actividade de roedores. Se por um lado os seus resultados têm-se mostrado muito úteis revelando aproximações precisas da abundância de roedores, por outro é uma técnica de baixo custo.

Na prática esta técnica consiste em dispor pequenos cubos de cêra (com atractivo para os roedores - no nosso caso foi chocolate) numa grelha pré-definida. Ao fim de alguns dias todos os cubos são retirados e examinados de modo a contabilizar as marcas deixadas pelas mordidelas dos roedores. Como cada espécie de roedor tem uma dentição própria, ainda é possível saber que espécies ocorrem na área em estudo.



Esperemos assim, este ano, ultrapassar algumas limitações que surgiram o ano passado nesta parte do projecto.

Continuem atentos!
Cumprimentos a todos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Primavera chegou ao Ilhéu

PRIMAVERA CHEGOU


1º Cagarro fotografado no ilhéu em 2010

Março, a Primavera chegou, embora com muitos vestígios do rigoroso Inverno. E com ela chegam também as andorinhas, que no caso dos Açores, são os Cagarros (Calonetris diomedea borealis) para mais uma época de reprodução.

Entre Janeiro e Março de 2010 foram instalados no ilhéu 150 ninhos artificiais para Frulho (Puffinus assimilis), de Paínho (Oceanodroma castro) e de Cagarro (Calonetris diomedea borealis).

Ninho artificial de Cagarro

Foi efectuada uma monitorização nocturna aos ninhos e já se conseguem ouvir o canto dos cagarros que invadem o ilhéu e o fazem encher de vida com as silhuetas nocturnas em voo à procura dos seus ninhos. Esta última monitorização decorreu no passado fim-de-semana e verificou-se que 44% dos ninhos de cagarros já mostravam indícios de ocupação de um total de 199 ninhos prospectados. No qual, um dos casais já mirava uma das novas “habitações de custos controlados”. Nome sugerido pelos voluntários que ajudaram a contabilizar os ninhos no ilhéu.
Durante este mês iniciamos o controlo de vegetação exótica, libertando o espaço ocupado por esta para a nidificação de cagarros para mais tarde ser replantado por plantas endémicas. Mas devido ao mau tempo e à ondulação forte não tem sido possível adiantar os trabalhos de erradicação. Em simultâneo, as plantas nativas estão a ser produzidas nos viveiros da SPEA através do projecto LIFE+ “Laurissilva Sustentável”. Já germinaram aproximadamente 2500 plantas para restabelecer a vegetação endémica do ilhéu de Vila Franca do Campo.

Algumas acções de sensibilização têm sido feitas aos alunos do quarto ano de 4 das escolas primárias do Concelho de Vila Franca do Campo para desmitificar o famoso “penteado do ilhéu” e divulgar as aves marinhas que ali ocorrem. Participaram nestas acções um total de 68 alunos, os quais demonstraram bastante interesse pelo projecto. Estas acções foram organizadas pela Câmara Municipal de Vila Franca do Campo.


Acção de sensibilização em Vila Franca do Campo (foto: Ana Borges)

terça-feira, 23 de março de 2010

2-1

Perante aos nossos seguidores, a zona fechada ganhou oas gatos por 2-1 e, até hoje, manteve isoladamente o topo da tabela, após 3 testes cumpridos.


A zona fechada venceu e manteve a liderança com 2 gatos sem sair

O primeiro gato entrou com o pé direito ao teste batendo a zona fechada por 0-1. A construcção orientada pelo projecto LIFE_Corvo esteve melhor com o segundo gato mas, desta feita, não conseguiu criar reais lances de perigo pelo que foi libertado no dia seguinte.

A zona fechada conseguiu fintar a tentativa do terceiro gato de levar a cabo rápidos e altos saltos no miolo. Assim, foi em grande parte pelas subidas quase até o topo da rede de teste que este último gato conseguiu criar os poucos desequilíbrios registados ao longo da estadia do segundo gato.


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Esperamos que não consigam uma remontada!

O rato, será o próximo adversário da zona fechada, quem ainda não tem classificação na Liga do Teste.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Navegando entre tempestades...

Olá camaradas,


Só faltam 3 dias para a entrada da Primavera e o tempo no Corvo continua a deixar muitas tempestades.


Na reserva biológica do projecto foi instalada uma vedação eléctrica à volta dos ninhos artificiais, quadrados de vegetação e armadilhas pit-fall para insectos. Desta forma temos impedido a interacção e

possível destruição do trabalho feito pelo gado e, mesmo com dias de vento e chuva forte, todas as experiências iniciadas nesta área continuam intactas.



Este fim-de-semana começou-se a construção dos ninhos de cagarro. Enquanto os ninhos de painho, frulho e

estapagado foram criados com vasos, tubos e tampas de plástico, os ninhos de cagarro vão ser construídos com blocos e tampas de cimento. Cada ninho terá um orifício na tampa que servirá apenas para a sua monitorização. Com estas estruturas de cimento queremos garantir o aumento dos seus locais de nidificação durante um maior período de tempo.



Entretanto, continuamos com algumas horas de trabalho nocturno por causa da utilização de gateiras para a captura de gatos selvagens. Numa das armadilhas conseguimos uma recaptura na noite passada. Aproveitámos o facto deste gato já ter chip e de ter sido esterilizado há mais de três semanas e portanto, sem feridas recentes, para libertá-lo na área fechada. Até agora só tínhamos testado a área com sucesso para murganhos, pelo que a partir de amanhã poderemos saber mais sobre a resistência desta área vedada à saída de gatos.






Por último, aproveitamos para lhes apresentar a nossa nova colaboradora. Chama-se Eva e é natural da Alemanha. A Eva ficará connosco até o próximo mês de Maio para realizar o levantamento da vegetação das falésias do Corvo através de fotografias que serão tiradas desde o mar. Desejos de muitos dias de mar calmo e bom porto para teu trabalho Eva!


Felicidade para todos!



domingo, 7 de março de 2010

Capturas de roedores

Com a tão esperada chegada das armadilhas Sherman, podemos dar início à captura de roedores de maiores dimensões - a Ratazana-preta Rattus rattus e a Ratazana-castanha Rattus norvegicus.
Como já tinhamos publicado anteriormente, em Janeiro começámos a captura de murganhos na Reserva Biológica do Corvo, Reserva Biológica de Altitude e duas áreas não intervencionadas a diferentes altitudes (30 e 400m acima do nível do mar). Com a chegada das Sherman podemos, ainda este mês, alargar as grelhas de captura para o dobro das armadilhas (25 Sherman e 24 Pest-stop) e assim iniciar igualmente as capturas do géreno Rattus com o objectivo de estimar a variação das densidades de roedores ao longo do ano.
As grelhas ficaram mais ou menos com este aspecto. Claro que as pequenas Pest-stop passam despercebidas no meio das enormes Sherman.

Reserva Biológica do Corvo

Os resultados não tardaram a aparecer. Murganhos têm sido capturados em abundância nas zonas de baixa altitude onde ontem foi já capturada a primeira ratazana-preta.

Foto de murganho Mus musculus

Esperemos conseguir publicar alguns dados brevemente.
Abraços

segunda-feira, 1 de março de 2010

Gatos, sardinhas e noites em branco...

As gateiras chegaram! Na semana passada pudemos finalmente iniciar a armadilhagem dos gatos assilvestrados. Durante 4 dias consecutivos, as armadilhas são colocadas em diferentes locais da periferia da vila do Corvo, onde é habitual circularem gatos selvagens. Deixa-se um isco para atrair os gatos, neste caso sardinha em lata (um pitéu!) e espera-se ansiosamente pela primeira ronda às gateiras, quando podemos verificar se apanhámos algum animal.


As rondas são feitas de 4 em 4 horas, para evitar que os gatos permaneçam muito tempo dentro das armadilhas, sujeitos ao frio, chuva e vento, o que significa que temos feito algumas noitadas para acordar às 4h da manhã, mas lá diz o ditado 'quem corre por gosto, não cansa'.

A noite de estreia não podia ter corrido melhor, apanhámos logo 2 gatos! Transportámo-los para a clínica veterinária, onde permaneceram em ambiente tranquilo e bem mais quente do que no frio gélido das últimas noites aqui no Corvo.


No dia seguinte, os gatos foram anestesiados, castrados e identificados com microchip, registando-se também alguns dados relevantes como o sexo, idade, cor, marcas particulares e estado geral de saúde. Durante a anestesia, fez-se o corte da ponta da orelha esquerda, de modo a distinguir os gatos que já estão castrados dos que não estão, tornando mais fácil a tarefa de soltar gatos recapturados e evitando que estes passem por mais momentos stressantes.


Depois de recuperarem a consciência e estarem bem acordados, os gatos foram libertados no mesmo local em que tinham sido capturados, regressando ao estado selvagem.

Ao fim de 4 noites de capturas, conseguimos castrar um total de 5 gatos adultos, todos do sexo masculino. Esta semana passamos a colocar as armadilhas noutros locais a maior altitude, onde se concentram muitos palheiros dos produtores de pecuária do Corvo, e vamos torcer para que o trabalho continue a ter sucesso!

Não podemos deixar de agradecer aos nossos amigos Tiago e Nuno, pelo esforço que têm feito para nos ajudar a colocar as gateiras e nas rondas nocturnas... obrigado pela companhia!

Entretanto, o número de gatos domésticos já esterilizados chegou aos 43 animais (cerca de 2/3 fêmeas e 1/3 machos) e continua sempre a subir, a pouco e pouco...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Procura-se endémicas...


A Vidália Azorina vidalii e a Uva-da-serra Vaccinium cylindraceum são duas plantas endémicas e muito simbólicas das ilhas açoreanas.
A primeira é rara nos Açores e de distribuição comum na ilha do Corvo (A. vidalii). A segunda é comum nos Açores e com distribuição mais rara na ilha do Corvo (V. cylindraceum).
Ontem, dia 24 de Fevereiro a equipa do Projecto LIFE+ "Ilhas Santuário para as Aves Marinhas" desenvolveu algumas actividades com estas duas plantas endémicas.
Com a Uva-da-serra, procuramos uma pequena população que tenha características e condições para se retirar algumas amostras (semente e estaca) para recolonizar a Reserva Biológia de Altitude do Projecto que se encontra desprovido de vegetação endémica lenhosa. As buscas foram efectuadas na vertente Nordeste da ilha. Não foi encontrado nenhuma população desta espécie. Até agora, os indivíduos de uva-da-serra encontrados são indivíduos de reduzido tamanho e que estão isolados e que não apresentam as características desejadas. Para além do frio que se tem feito sentir na ilha, novas prospecções serão efectuadas para tentar encontrar a endémica desejada :)

Reserva biológica de altitude

A Vidália, planta simbólica da ilha dos Açores foi efectuada uma acção de replantação com o intuito de salvar alguns exemplares que irão ser destruídos com as obras de ampliação do aeroporto da ilha do Corvo. A acção de plantação teve a participação dos alunos e professores da Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira.
Foram replantadas aproximadamente 30 exemplares desta espécie na Reserva Biológica do projecto, inserido na área do Parque Natural da Ilha do Corvo e Reserva da Biosfera da Ilha do Corvo. Acções semelhantes serão desenvolvidas de forma a recuperar mais exemplares desta espécie.

Alunos a plantar Vidálias

Alunos da Escola Básica Integrada Mouzinho
da Silveira e participantes

Agradecemos a participação e o fantástico dinamismo de todos os alunos, professores, populares da ilha do Corvo e do Director do Parque Natural de Ilha do Corvo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pequenas e verdes

Contrariando as forças da gravidade e gastando todas as suas reservas energéticas, pequenos pontos verdes têm emergindo de uma superfície estéril, impondo-se a vingar e a desenvolver num meio para onde a "Sorte" as levou.
Desde o início do ano, estes pequenos pontos verdes têm surgido, um aqui e um ali, originando um contraste de cores e de vida, cobrindo o castanho substrato da nossa mini-estufa... até que melhores condições lhes sejam favorecidas.

A estufa definitiva de maiores dimensões e a ser instalada na Escola do Corvo ainda não chegou. Encontra-se em trânsito na ilha das Flores. As condições de mar não têm permitido o seu transporte bem como de toda a mercadoria que abastece a ilha.
Estas pequenas plantas irão crescer num meio controlado e quando atingirem as dimensões aconselhadas para a espécie, serão tranplantadas para a nossa Reserva Biológica. Esperamos que muitas delas tenham a sorte de serem transplantadas, visto que uma pequena parte perecerá, fruto do processo de selecção e de adaptação de cada espécie. Até agora germinaram 230 faias Myrica faya e mais de uma milena de Urzes Erica azorica. Esperamos que os folhados e os cedros sigam o mesmo caminho e contribuam para a diversidade floristica do nosso pequeno viveiro.

Urze - (Erica azorica)

Faia (Myrica faya)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Teste à vedação da Reserva Biológica do Corvo

Tal como já tínhamos referido anteriormente, ainda em 2009 iniciámos o teste de uma possível vedação a usar em torno da nossa Reserva Biológica do Corvo. Em Dezembro do ano passado, os trabalhadores da Câmara Municipal do Corvo construíram a vedação a testar numa área 6 por 3 metros.



Em Janeiro tínhamos iniciado os primeiros testes à vedação, inserindo 2 murganhos Mus musculus dentro da área vedada para perceber as dificuldades que tal vedação poderia ter para conter esta espécie. Foi instalada uma câmera fotográfica com sensor de movimento para captar possíveis fugas.

Apesar dos fracassos iniciais, parece que finalmente conseguimos uma vedação intransponível para murganhos. Após algumas alterações à estrutura base da vedação, na Quarta-feira passada, 10 de Fevereiro, inserimos novamente 4 indivíduos na área teste, dos quais nenhum conseguiu transpor a vedação até ao dia de hoje.



Este passo representa uma importante vitória na construção de uma vedação intransponível a predadores de aves marinhas.

O teste tem seguido todas as normas para o bem estar animal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Olá!

Não nos queríamos despedir da semana sem contar aos nossos seguidores o que temos feito:

Dois quadrados de amostragem a diferentes altitudes com armadilhas de murganhos para estimar a sua abundância;
Foram realizados algumas melhorias na vedação anti-predadores após ter verificado que os murganhos conseguiam sair.
Prospecção de pontos para a realização de escutas nocturnas de Frulho e de Painho de Monteiro.
Colocámos uma vedação eléctrica à volta da Reserva Biológica para evitar a entrada de gado, evitando assim prejudicar os trabalhos que estão a decorrer nesta área (amostragem de insectos, quadrados de vegetação, ninhos artificiais).
O número de gatos domésticos esterilizados atingiu os 40 indivíduos.

O trabalho de computador não falta para os dias de chuva, já que no próximo mês temos previsto iniciar mais duas acções, para as quais já estamos elaborando protocolo e testes de execução.
Não contem connosco às Terças e Quintas a partir das 19 h e Sábados a partir das 14 h, pois temos jogo de voley. E mais....a partir do próximo Sábado, dia 20, começam as sessão de cinema quinzenal. São os professores da escola os responsáveis desta magnífica ideia!

Na Quarta-feira passada foi a festa de Carnaval da escola e os alunos não se esqueceram de convidar também os Cagarros e de referir os salvos por todos nós, e não apenas pela SPEA, na época passada.

Bom Carnaval para todos!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Obrigada aos alunos da escola do Corvo pelo excelente trabalho!

Para os que ainda não saibam, a equipa do nosso projecto forma parte do Clube da Natureza que é dinamizado pela Herminhia Coelho, professora da Escola do Corvo e seguidora deste blogue. A nossa participação dentro desta iniciativa consiste em realizar uma actividade mensal com os alunos, para os manter envolvidos em algumas das acções do projecto.



A actividade realizada na passada Terça e Quarta Feira foi dedicada às Aves Marinhas. Em primeiro lugar, realizou-se uma palestra para dar a conhecer as aves marinhas e as suas vocalizações, já que muitos dos alunos serão os seus futuros ouvintes nas noites escuras do Corvo. Pretendiamos que aprendessem as datas de chegada dos adultos e de saída dos juvenis do ninho, não só do Cagarro que já sabiam, mas de todas as espécies nidificantes na ilha. A continuação, aos do primeiro ciclo, pedimos-lhes que desenhassem a ave marinha que mais gostam.


No dia seguinte, e aproveitando os recursos do Ce ntro de Interpretação Ambiental e Cultural, tivemos a elaborar negaças com os alunos do segundo e o terceiro ciclo. As negaças utilizar-se-ão como chamariz para atrair aves marinhas à zona de Rerserva Biológica do projecto, onde já foram construídos mais de 100 ninho artificiais. Esta acção do projecto LIFE tem como objectivo aumentar a disponibilidade dos locais de nidificação para as aves marinhas, numa zona limitada sem predadores, e contribuirá para a conservação das suas populações.


Como sempre a actividade correu muito bem. Cabe destacar a magnifica predisposição e empenho dos alunos. Fruto deste trabalho, apartir de hoje poderá apreciar no Centro de Interpretação Ambiental e Cultural a exposição realizada com os fantásticos desenhos de aves marinhas.

A próxima actividade será realizada na última semana do mês de Fevereiro e abordará a temática do "Corvo como Reserva da Biosfera". Pretendemos que saibam o seu significado e as consequências que esta definição implica. A tarefa consistirá na apresentação de ideias, e iniciativas que vissem melhorar o Corvo como Reserva da Biosfera. Garantimos que serão informados de como correu.

Beijos a todos e um grande e especial a Dj. Cat.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ilhéu de Vila Franca do Campo

A 23 e 24 de Janeiro de 2010, decorreu uma visita ao ilhéu de Vila Franca do Campo. A pequena equipa constituída por 2 biólogos, 2 engenheiros e 1 educador ambiental embarcou numa pequena expedição rumo a mais uma aventura.
Na equipa estava presente o Steffen visitante e técnico da RSPB, dois técnicos do projecto e 2 voluntários de S. Miguel (Obrigado André e Natália - pela ajuda e as molhas).


Nesta visita tinhamos que garantir as condições de nidificação para as diferentes aves marinhas - Frulho (Puffinus assimilis), Paínho (Oceanodroma castro) e Cagarro (Calonetris diomedea) - através da instalação de ninhos artificiais. As duas primeiras espécies são aves mais raras de serem observadas.
Arregaçamos as mangas, colocamos as luvas, e olhamos para as enxadas e as pás. Sim ... olhamos, a vontade de cavar era pouca depois de carregar todo o material para a zona de testes e de ter resgatado alguns dos vasos que caíram nas águas geladas do nosso Atlântico. Mas com motivação pusemos as mãos à obra.



Abrimos algumas pequenas valas, colocamos os vasos com orifícios que permitem as aves entrarem, montamos um pequenos sistema de som para atrair aves marinhas e...
Esperamos ... e Testamos...



Acabamos por pernoitar no Ilhéu. Na manhã seguinte, cansados e com vontade de acabar o trabalho testamos os ninhos artificiais para cagarros. Ao fim da manhã acabamos o nosso trabalho - 50 Ninhos de Frulho + 50 de Paínho e 4 de Cagarro - e manifestavam-se os sinais para abandonar o ilhéu. O vento forte e a ondulação do mar faziam-se sentir e regressamos a Vila Franca do Campo no Tagarete, o barco do Clube Naval.
Com uma mistura de ingredientes especiais, desde da pouca sorte ou da pura casualidade, a viagem começou molhada para alguns e acabou encharcada para todos. Mas sempre com o espírito amizade e de fraternidade e gratos por esta contribuição na conservação destas aves marinhas.

Obrigado Steffen Oppel pelas fotos

Dia Mundial das Zonas Húmidas ou "Molhadas"??

O pacote chegou... finalmente cheguei ao Corvo na passada segunda-feira reforçando assim a Equipa de Staff do Projecto. O entusiasmo foi muito e a alegria de rever muitas caras conhecidas.

Após um investimento de tempo para instalação de ninhos artificiais no ilhéu de Vila Franca do Campo e empacotamento, compras, veterinários e algumas confusões consegui chegar e dediquei esse dia para arrumar as coisas e para me por a par das acção que se estão a desenvolver aqui no Corvo.

No dia 2 de Fevereiro, a SPEA foi convidada pelo Director do Parque Natural da Ilha do Corvo a participar nas acções comemorativas do Dia Mundial das Zonas Húmidas (Dias Ramsar) com a Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira.
Os alunos de diferentes turmas foram sensibilizados para a importância de preservação destas áreas e efectuaram um pequeno passeio para visitar a lagoa do Caldeirão do Corvo.
Alguns alunos, devido algumas "patinadelas" no trilho de descida ao Caldeirão ficaram encharcados devido a elevada presença de água que esta bacia hidrográfica apresenta. Comemorando assim, o DIA MUNDIAL DAS ZONAS ""MOLHADAS"" :P


Foto: Herminia Coelho